Investigador do IB fala em 3 Desafios Éticos para a Inteligência Artificial

Carlos Costa Gomes, docente e investigador do Instituto de Bioética, falou sobre “Inteligência Artificial Três desafios: Para quando? Para quem? E para quê?“, durante uma conferência organizada pela Ordem dos Advogados. O docente alertou que o homem já não se encontra no “jardim das delícias”! Esse território é já um “paraíso perdido”. O ser humano encontra-se já num diálogo homem – máquina que depende, em última análise, do sistema económico que o cria.

À primeira questão colocada, para quando, Carlos Costa Gomes, afirmou que hoje e agora, devemos (e podemos) evitar em transformamo-nos em objetos da Inteligência Artificial (IA) e questionar a sua finalidade em vez de a aceitar como  inevitabilidade ou fatalidade. 

Relativamente à segunda questão, para quem,  o docente e investigador, respondeu que a IA deve ser direcionada para o bem da humanidade, da pessoa, o que, cada pessoa deve deixar de ser apenas expectadora e passar a ser ator decisivo na avaliação ética sobre o valor e o interesse superior da IA em cada caso concreto.

Em relação à pergunta para quê, avisa que a IA deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço da tecnologia; todos temos a responsabilidade ética de não impedir o progresso científico, mas também temos o dever ético de perguntar sobre a sua finalidade.

Outubro 2019